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| CIA EM FETOS
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CRIAÇÃO DE CIA EM FETOS COM HIPOPLASIA DO CORAÇÃO ESQUERDO.
Neonatos portadores da síndrome de hipoplasia do coração esquerdo e septo atrial intacto ou altamente restritivo estão sujeitos à uma mortalidade de, pelo menos, 48%, apesar da descompressão pós-natal precoce e imediata cirurgia paliativa. A descompressão atrial esquerda pré-natal tem sido sugerida como um método capaz de melhorar estes resultados. Este estudo descreve a exequibilidade da cateterização fetal para criar uma comunicação interatrial e descreve algumas considerações técnicas.
MÉTODOS E RESULTADOS
Sete fetos com 26 a 34 semanas de gestação com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo e septo atrial intacto ou altamente restritivo foram submetidos à tentativas de intervenção pré-natal. Sob orientação do ultrasom, o septo atrial foi abordado com uma agulha introduzida percutaneamente, desde a superfície abdominal materna. Em 6 dos 7 fetos o septo atrial foi perfurado com sucesso, com dilatação por balão desse defeito iatrogênico que resultou em uma pequena e persistente comunicação interatrial. Não houve complicações maternas. Um feto faleceu apos o procedimento. os demais fetos estavam vivos ao nascimento a termo, embora quatro tenham falecido no período neonatal.
CONCLUSÕES
A atrioseptoplastia fetal guiada pelo ultrasom, consistindo de punção septal e dilatação por balão é factível e pode ser realizada por via percutânea para minimizar o risco materno. Embora nós não tenhamos demonstrado qualquer impacto clínico benéfico até o presente, temos a esperança de que os aprimoramentos subsequentes e a evolução técnica poderão permitir a descompressão atrial esquerda pré-natal e melhorar os resultados em fetos com hipoplasia do coração esquerdo e septo atrial intacto.
REFERÊNCIA
Marshall AC, van der Velde ME, Tworetzky W, et cols. Creation of an atrial septal defect in utero for fetuses with hypoplastic left heart syndrome and intact or highly restrictive atrial septum. Circulation. 2004;110:253-258.
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| MINI-ESTERNOTOMIA
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COMPARAÇÃO ENTRE A ESTERNOTOMIA PARCIAL E A COMPLETA NA SUBSTITUIÇÃO DA VÁLVULA AÓRTICA.
OBJETIVO
A prática da cirurgia valvular minimamente invasiva permanece controversa. O objetivo do presente estudo foi avaliar a exequibilidade técnica e o curso pós-operatório da substituição da válvula aórtica através uma esternotomia superior limitada comparada com a esternotomia completa convencional.
MÉTODOS
Entre Maio de 1998 e Agosto de 2000 nós realizamos 24 casos de troca de válvula aórtica isolada através da abordagem por uma esternotomia superior limitada (grupo M). Durante o mesmo período, 18 pacientes foram submetidos à substituição isolada da válvula aórtica através da esternotomia convencional (grupo C). A duração da operação, a evolução pós-operatória e os dados de laboratório foram comparados entre os dois grupos.
RESULTADOS
Todos os pacientes receberam uma prótese mecânica em substituição à válvula nativa. Não houve diferença significativa entre os dois grupos no tempo médio de clampeamento aórtico, tempo médio de circulação extracorpórea ou duração média da operação (pele a pele). Nenhum paciente necessitou transfusão de sangue. Os pacientes do grupo M foram extubados mais precocemente, apresentaram menor perda sanguínea pós-operatória e tiveram alta mais cedo que os pacientes do grupo C. No primeiro dia de pós-operatório o nível máximo de desidrogenase alfa lática foi significativamente menor no grupo M do que no grupo C.
CONCLUSÃO
A esternotomia superior limitada para a troca de válvula aórtica resultou em menor duração da operação e minimizou os riscos operatórios dos pacientes. Nós acreditamos que este método traz não apenas benefícios cosméticos mas também melhora a evolução pós-operatória.
REFERÊNCIA
Suenaga E, Suda H, Katayama Y, Sato M, Fujita H, Yoshizumi K, Itoh T. Comparison of limited and full sternotomy in aortic valve replacement. Jpn J Thorac Cardiovasc Surg. 2004 Jun;52(6):286-91.
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| CEGUEIRA PÓS CEC
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INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA NEUROPATIA ÓTICA PERIOPERATÓRIA APÓS CIRURGIA CARDÍACA.
A perda visual devida à neuropatia ótica ocorre raramente no período perioperatório em pacientes que foram submetidos à cirurgia não ocular. Nós realizamos um estudo retrospectivo, pareado e controlado para determinar a incidência de neuropatia ótica perioperatória após cirurgia cardíaca com o uso de circulação extracorpórea e para determinar os fatores de risco capazes de levar à essa complicação potencialmente devastadora.
MÉTODOS
Os prontuários médicos de todos os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca durante um período de 9 anos foram revistos retrospectivamente, para identificar a perda visual devida à neuropatia ótica aguda unilateral e bilateral durante o período perioperatório. Os dados foram coletados destes pacientes e comparados com dados de pacientes controle pareados para idade, sexo, fatores de risco para doença vascular e tipo de cirurgia para determinar a incidência e os riscos potenciais para o desenvolvimento da neuropatia ótica perioperatória.
RESULTADOS
Dos 9701 pacientes cirúrgicos que necessitaram circulação extracorpórea, foram identificados 11 pacientes (0,113%) com neuropatia ótica perioperatória. Embora a queda absoluta e relativa da hemoglobina tenha alcançado significado estatístico, nenhum outro fator de risco foi identificado.
CONCLUSÕES
O risco de neuropatia ótica perioperatória associado à cirurgia cardíaca com o emprego de circulação extracorpórea é baixo mas substancial. Os fatores capazes de desenvolver essa condição permanecem desconhecidos, embora a presença de doença vascular sistêmica e a queda absoluta ou relativa da hemoglobina durante o período peroperatório pareçam ser importantes. Em virtude de que a neuropatia ótica perioperatória frequentemente seja causadora de cegueira permanente, nós recomendamos que os pacientes, particularmente os que apresentam doença vascular sistêmica associada e para os quais se contempla o emprego de CEC sejam alertados para a possibilidade dessa complicação em potencial.
REFERÊNCIA:
Kalyani SD, Miller NR, Dong LM, Baumgartner WA, Alejo DE, Gilbert TB. Incidence of and risk factors for perioperative optic neuropathy after cardiac surgery. Ann Thorac Surg. 2004 Jul;78(1):34-7.
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