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| SEXTO ANIVERSÁRIO
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SEIS ANOS DE PERFUSION LINE.
Caros amigos e visitantes de Perfusion Line:
Há seis anos, exatamente em Setebro de 1997, colocamos no ar uma homepage que tinha a intenção de oferecer aos colegas perfusionistas alguns artigos científicos e, uma coleção dos principais links de interesse. No primeiro mes de funcionamento a página recebeu pouco menos de uma visita diária. Entretanto, para nossa satisfação o número de visitas cresceu progressivamente e, em cerca de 3 meses alcançamos a marca de 5 visitas diárias. O interesse despertado e a falta de uma página na Internet capaz de atender aos interesses dos perfusionistas brasileiros foram os estímulos que nos fizeram, ao longo dos últimos anos, adicionar conteúdo e novas seções, capazes de constituir um repositório de informações à disposição de todos os interessados, sem necessidade de registros, senhas de acesso e, sobretudo, inteiramente grátis.
Para compatibilizar o título da homepage com os navegadores e outros programas da web, à época incapazes de lidar com os sinais gráficos da língua portuguesa, como o til, a cedilha e os acentos, tivemos que escolher um nome isento desses sinais. Essa necessidade originou o título da página: Perfusion Line. Graças à denominação em Inglês e ao acréscimo de algum conteúdo nesse idioma, a simples homepage transformou-se em um website de visitação internacional. Hoje, o site conta com centenas de páginas e milhares de links, vários livros, cursos, uma revista eletrônica e outros materiais destinados a auxiliar aos estudantes de perfusão, aos perfusionistas jovens e aos mais experientes, além de outros profissionais que frequentemente nos honram com a sua visita. O material do site e seus vínculos (links) correspondem a mais de 20.000 páginas relativas à CEC e disciplinas afins.
Após seis anos ininterruptos online, nossa visitação cresceu exponencialmente. Nos dias atuais recebemos entre 1.200 e 1.400 visitas diárias. Uma visita corresponde a um indivíduo que acessa uma determinada página do site, percorre outras páginas do seu interesse, lê ou copia o material que desejar e deixa o site após um período de tempo que varia de alguns minutos até algumas horas. Cada visitante percorre uma média de 8 a 10 páginas, antes de deixar o site.
Perfusion Line foi agraciado com diversos prêmios da comunidade internacional. Nós creditamos o sucesso do site à busca incansável de material capaz de interessar aos perfusionistas e demais profissionais que lidam com a cirurgia cardíaca e à vontade desses profissionais de obter material atualizado e constantemente renovado, capaz de contribuir para a sua reciclagem e educação continuada.
Agradecemos a todos os que nos visitaram ao longo da existência do site e esperamos continuar desfrutando da confiança depositada na seriedade e lisura com que procuramos selecionar o material educacional a ser publicado.
O principal motivo dessa comemoração é o fato de, no dia 7 de Setembro termos alcançado a extraordinária marca de
1 MILHÃO DE VISITAS.
É indiscutível que muitos autores, pesquisadores, outras homepages, revistas impressas, livros, conferências, congressos, resoluções, protocolos e seus criadores contribuiram para que o material educacional de sua autoria pudesse ser utilizado em nosso website. Nossos agradecimentos dirigem-se principalmente aos pesquisadores que criaram a informação que coletamos, selecionamos e oferecemos aos nossos visitantes. Embora preparado por apenas 2 editores, Perfusion Line pode ser considerado o fruto do trabalho de uma infinidade de profissionais espalhados pelos mais diversos pontos do planeta, graças à verdadeira integração que só a Internet é capaz de oferecer.
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| CURSO DE ATUALIZAÇÃO
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50 ANOS DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA.
Em comemoração ao primeiro cinquentenário da circulação extracorpórea, realizamos o Curso de Atualização de 2.003, intitulado: 50 ANOS DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA.
Continuam abertas as inscrições para o registro dos certificados que serão fornecidos online. O Curso de Atualização, como das vezes anteriores, recebeu o apoio do Conselho Latinoamericano de Perfusão e da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea.
O material do curso e os respectivos certificados de participação estarão disponíveis até o dia 30 de Setembro.
Para participar do curso e fazer o download das aulas em Português, visite a homepage:
50 ANOS DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA
Para fazer o download das aulas em Espanhol, visite a homepage:
50 AÑOS DE CIRCULACIÓN EXTRACORPÓREA
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| CEC NORMOTÉRMICA
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A NORMOTERMIA NÃO MELHORA A HEMOSTASIA PÓS-OPERATÓRIA NEM REDUZ A ATIVAÇÃO INFLAMATÓRIA EM PACIENTES SUBMETIDOS À REVASCULARIZAÇÃO ISOLADA DAS CORONÁRIAS.
Gaudino M, Zamparelli R, Andreotti F et all.
J. Thorac Cardiovasc Surg 2002; 123: 1100-100.
Resumo e Comentários: Frank Selike, MD (CTdigest.com)
RESUMO:
Muitos cirurgiões favorecem a ativa manutenção de normotermia durante as operações cardíacas na tentativa de diminuir so efeitos detrimentais da circulação extracorpórea e melhorar o resultado. Contudo, a eficácia da normotermia sistêmica sobre a hipotermia, na redução da resposta inflamatória sistêmica (RIS) nos pacientes, não está bem estabelecida. Nesse estudo, um total de 113 pacientes submetidos `a cirurgia primária isolada de bypass das artérias coronárias foram randomizados em normotermia (370C) ou hipotermia (260C). As medidas relativas ao resultado clínico e marcadores laboratoriais da inflamação foram avaliadas. A perda sanguínea média foi similar nos dois grupos e não foram observadas diferenças estatísticas em relação a óbitos, acidentes vasculares cerebrais, infarto do miocárdio, complicações renais ou pulmonares, tempo de permanência na UTI ou tempo de permanência hospitalar. Além disso, os níveis circulantes de IL-6, proteina C-reativa, inibidor 1 do ativador do plasminogênio, plaquetas ou contagem de leucócitos foram similares nos grupos de normotermia e de hipotermia. Os autores concluem que a perfusão sistêmica normotérmica não ifnluencia o curso clínico ou a extensão da ativação inflamatória e hemostática em pacientes submetidos à revascularização do miocárdio isolada.
COMENTÁRIOS:
A temperatura sistêmica ótima que deve ser usada durante a CEC tem sido debatida desde a introdução dessa tecnologia. Os pioneiros da cirurgia cardíaca tinham a tendência de favorecer a hipotermia, em razão da elevada incidência de acidentes vasculares cerebrais e de complicações sistêmicas inicialmente observadas e imaginaram que a hipotermia poderia reduzir a incidência das complicações neurológicas e outras, no pós-operatório. Alguns experimentos em animais sugeriram que a hipotermia poderia reduzir a ativação do complemento e outros indicadores da inflamação [1,2]. Contudo, vários anos atrás, o grupo de Toronto [3] advogou o uso da normotermia para diminuir as complicações pulmonares e hemorrágicas da cirurgia cardíaca. Isto pareceu funcionar a contento mas, uma incidência mais elevada de acidentes vasculares cerebrais foi sugerida por outros estudos [4]. Em bases teóricas a redução da perfusão cerebral com a hipotermia sistêmica pode reduzir a proporção de embolização cerebral durante a cirurgia, além de conferir um efeito protetor pela redução do metabolismo cerebral. O presente estudo comparou as estratégias normotérmica e hipotérmica e encontrou pequenas diferenças entre os dois métodos. Contudo, pode haver algumas deficiências neste estudo. Primeiro, enquanto os pacientes foram randomizados, o número de pacientes em cada grupo é muito pequeno para um estudo de resultados imediatos. Além disso, os resultados não são muito conclusivos. Na realidade, uma análise da incidência de óbitos parece favorecer o uso da perfusão normotérmica (P=.14), enquanto a incidência de infarto do miocárdio (P=.18), a necessidade de transfusões de sangue (P=.11), as complicações hemorrágicas (P=.19), o total de complicações (P=.16) e a duração da internação hospitalar (P=.22) parecem favorecer ligeiramente o uso da perfusão normtérmica. O ponto crítico é que para um estudo que objetiva demonstrar a similaridade de um método a outro, este estudo tem valores de P razoavelmente baixos. Assim pode ser difícil ou impossível tirar conclusões firmes em relação à similaridade dos resultados usando a circulação extracorpórea normotérmica ou a CEC hipotérmica. Uma outra limitação é a falta de exame do estado neuro-cognitivo, após a CEC. Enquanto não foram assinalados acidentes vasculares cerebrais claros, em ambos os grupos, sabe-se que 50% ou mais dos pacientes sofrem pelo menos alterações conitivas temporárias após a revascularização standard com CEC ou sem o emprego da CEC. Estas alterações neurológicas leves podem ser um indicador mais sensível das vantagens potenciais de um método sobre o outro, pelo menos em relação à proteção neurológica. Finalmente, o estudo tendeu a focalizar um grupo selecionado de pacientes de risco relativamente baixo. Quase tudo realizado com estes pacientes proporcionam resultados favoráveis. Poderia ser mais crítico, estudar um grupo de pacientes de maior risco submetidos à operações mais complexas. Em suporte às conclusões dos autores, os marcadores biouímicos da inflamação não foram diferentes entre os grupos e as curvas foram quase superpostas entre sí. Este é provavelmente o argumento mais forte em favor das conclusões dos autores. Apesar de seus pequenos desvios, este estudo provoca considerável dúvida à respeito de a estratégia de normotermia sistêmica oferecer qualquer vantagem sobre a estratégia de usar hipotermia moderada sistêmica. Desse modo, uma investigação mais crítica dos méritos relativos da estratégia da temperatura sobre a função dos órgãos (especialmente a função cerebral) após a cirurgia cardíaca pode ser indicada, mas é improvável que grandes diferenças irão tornar-se aparentes baseado nos resultados do presente estudo e de outras publicações recentes.
REFERÊNCIAS
1. Moore FD Jr, Warner KG, Assousa S, et al. The effects of complement activation during cardiopulmonary bypass. Attenuation by hypothermia, heparin and hemodilution. Ann Surg 1988;208:95-103.
2. Stambler A, Wang SY, Jianyi Li, et al. Moderate hypothermia reduces cardiopulmonary bypass-induced impairment of cerebrovascular responses to platelet products. Ann Thorac Surg 1996; 62:191-8.
3. Lichtenstein SV, Astie KA, El Dalati H, et al. Warm heart surgery. J Thorac Cardiovasc Surg 1991; 101:269-74.
4. Mora CT, Henson MB, Weinraub WS, et al. The effect of temperature management during cardiopulmonary bypass on neurologic and neuropsychologic outcomes in patients undergoing coronary revascularization. J Thorac Cardiovasc Surg 1996;112:514-22.
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| OXIGÊNIO NA CEC.
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METABOLISMO DO OXIGÊNIO ANTES E DURANTE A CIRURGIA CARDÍACA.
Parolari A, Alamanni F, Juliano G, et al.
Ann Thorac Surg 2003;76:737-43
A ocorrência de um estado hipermetabólico imediatamente após a cirurgia cardíaca está bem documentada. O pico do aumento do metabolismo do oxigênio é observado precocemente, após a cirurgia ou mais tarde, entre 6 e 18 horas de pós-operatório, até alguns dias, em certos casos. O aumento do metabolismo do oxigênio habitualmente é de 20 a 30% mas, em determinadas circunstâncias pode alcançar os 100%.
A CEC foi considerada o único mecanismo responsável por essa resposta hipermetabólica. Na verdade, este estado pode causar isquemia miocárdica e pulmonar, hipoperfusão tissular e redução na capacidade de utilizar o oxigênio. Este estado pode também induzir uma resposta sistêmica desencadeada pela produção e pela liberação de radicais livres de oxigênio e de citoquinas e pode estimular uma resposta neuroendócrina.
Os autores estudaram 25 pacientes randomizados em dois grupos. Um grupo de 14 pacientes foi submetido à cirurgia de revascularização com o emprego da CEC convencional e o segundo grupo de 11 pacientes foi operado sem o auxílio da CEC.
A relação entre o oxigênio transportado aos tecidos do organismo (oferta de oxigênio, DO2) e o oxigênio efetivamente utilizado pelos tecidos (consumo de oxigênio, VO2), em condições normais é bifásica. Esta relação, contudo, torna-se linear, tanto durante, quanto após a cirurgia. Esse comportamento é semelhante ao observado nas alterações que ocorrem com os pacientes em condições críticas, como por exemplo, os pacientes em choque.
Os autores encontraram que no início das medidas e antes da indução da anestesia, não houve diferença entre os dois grupos de pacientes no consumo de oxigênio, na oferta de oxigênio e na extração de oxigênio pelos tecidos. Após a cirurgia o consumo e a extração de oxigênio aumentaram nos dois grupos, enquanto a oferta de oxigênio diminuiu. Não houve diferenças significativas entre os pacientes operados com e sem CEC, em relação aos parâmetros que avaliam o metabolismo do oxigênio. Um estado hipermetabólico e um significativo aumento nas relações entre o consumo e a oferta de oxigênio ocorrem na população de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com ou sem o emprego da CEC. A circulação extracorpórea não é responsável pelas alterações no metabolismo do oxigênio. As complicações originadas pela produção dos radicais livres de oxigênio podem, portanto, ocorrer nos pacientes operados, independente do emprego da circulação extracorpórea.
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| LISTA DE DISCUSSÃO
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CECnet - LISTA DE DISCUSSÃO DE PERFUSION
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