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| INJÚRIA DE REPERFUSÃO
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EFEITO PROTETOR DA CARDIOPLEGIA SANGUÍNEA MORNA TERMINAL EM CIRURGIA CARDÍACA PEDIÁTRICA.
A última dose de cardioplegia sanguínea morna aumenta a proteção do miocárdio e elimina ou reduz a intensidade da injúria da reperfusão do miocárdio após a remoção do clamp da aorta. Esse efeito cardioprotetor ainda não está conclusivamente demonstrado na cirurgia cardíaca pediátrica. Toyoda e colaboradores estudaram 103 crianças operadas consecutivamente, randomizadas em dois grupos. No grupo controle (n=52) a proteção do miocárdio foi realizada com cardioplegia sanguínea hipercalêmica fria intermitente, complementada por resfriamento tópico. No grupo da cardioplegia morna final (n=51) a mesma técnica empregada no grupo controle foi suplementada com uma dose de cardioplegia morna antes da remoção do clamp aórtico.
Os dois grupos foram comparáveis em relação às idades, peso corporal, percentual de cardiopatias cianóticas (50%) e outros dados biométricos.
No grupo que recebeu a cardioplegia morna imediatamente antes da liberação do clamp da aorta houve recuperação espontânea dos batimentos cardíacos (desfibrilação espontânea) em 80% dos pacientes, enquanto no grupo controle, tratado apenas com a cardioplegia hipotérmica intermitente, isso ocorreu em apenas 62% dos casos.
A extração de lactato aos 60 minutos após a reperfusão foi maior no grupo que recebeu a cardioplegia morna do que no grupo controle, mostrando uma melhor recuperação metabólica. A liberação de troponina T cardíaca foi maior no grupo controle.
A administração da última dose de cardioplegia sanguínea morna aumenta a proteção do miocárdio na cirurgia cardíaca pediátrica por uma melhora na recuperação do metabolismo aeróbico e por redução da injúria ligada à fase de reperfusão miocárdica.
Ref.: Toyoda Y, et cols. Cardioprotective effects and the mechanisms of terminal warm blood cardioplegia in pediatric cardiac surgery. The J Thoracic Cardiovasc Surg 125,6,1242-1251, 2003.
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| SUPORTE CIRCULATÓRIO
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EXPERIÊNCIA MUNDIAL COM O DISPOSITIVO DE ASSISTÊNCIA VENTRICULAR DE DE BAKEY COMO PONTE PARA O TRANSPLANTE.
Os dispositivos de assistência ventricular da primeira geração de bombas pulsáteis constituem uma terapia bem estabelecida como ponte para o transplante. Algumas desvantagens dessa tecnologia incluem a limitação do emprego em pacientes de baixo peso e estatura, o ruído e uma elevada incidência de infecção e malfuncionamento das bombas. Uma segunda geração de bombas, lideradas pela bomba de fluxo axial MicroMed DeBakey está sob avaliação clínica e poderá contornar aquelas limitações.
Entre 13 de Novembro de 1998 e 7 de maio de 2002, 150 pacientes em todo o mundo receberam a aplicação da bomba Micromed De Bakey como um dispositivo de assist6encia ventricular enquanto aguardavam por um doador para o transplante cardíaco. Os principais dados relativos a esse grupo de pacientes foram coletados. O seguimento é de 100% com 30,4 pacientes-ano de tempo de suporte cumulativo. A idade média foi de 48±4 anos e 18% eram do sexo feminino. Vinte e três porcento foram submetidos à esternotomia prévia. No pré-operatório 25% estavam com suporte pelo balão intra-aórtico, 20% tinham insuficiência renal e 40% estavam em uso de pelo menos 2 inotrópicos, com um índice cardíaco médio de 1,8 L/min/m2.
O tempo médio de suporte foi de 75±81 dias. Os eventos/paciente-ano linearizados foram: reoperações por sangramento 2.03, hemólise 0,61, infecção do dispositivo 0,16, eventos trombo-embólicos 0,61, falhas da bomba 0,13. Oitenta e dois pacientes (55%) foram submetidos ao transplante, recuperaram ou aguardam o doador e 68 faleceram (45%). Vários pacientes estão sob suporte em regime ambulatorial.
Esta experiência inicial sugere que a ponte para o transplante pode ser abordada com sucesso com uma bomba pequena e silenciosa de fluxo axial que permite uma baixa incidência de infecção e de falhas. A incidência de trombose da bomba e de tromboembolismo está sendo contornada pela incorporação de revestimento de heparina nas superfícies do dispositivo.
Daniel J. Goldstein, MD
Circulation. 2003;108:II-272
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| DOPEXAMINA
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ESTUDO COMPARATIVO DA DOPEXAMINA E DA DOPAMINA.
Os autores estudaram os efeitos da dopexamina e da dopamina sobre a hemodinâmica sistêmica e renal em 20 pacientes submetidos à cirurgia eletiva de bypass das artérias coronárias. Os pacientes foram alocados randomizadamente a 2 grupos (n=10) que foram tratados com doses incrementais de dopexamina 1,2 e 4 microgramas/kg/min ou dopamina 2,5 e 5 microgramas/kg/min. Cada dose foi mantida por 15 minutos. As medidas foram realizadas antes da administração das drogas e ao final da manutenção de cada dose por 15 minutos. Fentanil e midazolan foram usados como agentes anestésicos.
A dopexamina na dose de 4 microgramas/kg/min produziu um aumento de 117% do índice cardíaco causado por uma redução de 65% no pós-carga e um aumento de 61% da frequência cardíaca. A dopamina, na dose de 5 microgramas/kg/min, causou um aumento de 40% do índice cardíaco como resultado do aumento do volume de ejeção. Com a dopexamina o aumento no fluxo sanguíneo renal (66%) foi menor que o aumento do índice cardíaco, enquanto a resistência vascular renal e a resistência vascular sistêmica caíram na mesma proporção.
Os resultados mostram que a dopexamina exerce efeitos sistêmicos e renais principalmente através da estimulação dos receptores beta-2. Uma ação da dopexamina nos receptores renais DA1 não pode ser demonstrada nesse estudo.
H Stephan, H Sonntag, H Henning and K Yoshimine
British Journal of Anaesthesia, Vol 65, Issue 3 380-387
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