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| ECMO PÓS-CEC
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RESULTADOS DO ECMO (ECLS) APÓS CIRURGIA CARDÍACA PEDIÁTRICA.
O suporte vital extracorpóreo foi utilizado por mais de duas décadas em pacientes selecionados, após a cirurgia cardíaca. Nós descrevemos previamente os fatores associados ao óbito nessa população. No presente trabalho nós revemos nossa experiência recente para reavaliar os fatores relacionados à mortalidade.
MÉTODOS: Todos os pacientes pediátricos que receberam o suporte pelo ECLS dentro de 7 dias após a cirurgia, entre Julho de 1995 e Junho de 2001 foram examinados para descrever os aspectos clínicos associados à sobrevida. Nós comparamos os resultados com a nossa publicação anterior para avaliar as alterações na prática e nos resultados.
RESULTADOS: Setenta e quatro pacientes foram acompanhados. Cinquenta por cento sobreviveu até a alta hospitalar. A sobrevida hospitalar não foi significativamente relacionada à idade dos pacientes, locais de canulação ou indicação. Trinta e cinco por centro dos pacientes requereram hemofiltração durante o ECLS e suas chances de sobrevida foram significativamente menores (23% vs 65%). A análise mutivariada combinando todas as crianças do nosso estudo anterior com o presente grupo revelou que os pacientes que receberam ultrafiltração tinham 5 vêzes mais chances de falecer. As crianças com um reparo biventricular adequado tiveram menor risco de óbito após o ajuste para a idade, período do estudo e horas decorridas antes da instalação do ECLS, após a cirurgia.
CONCLUSÕES: Os pacientes com uma correção biventricular adequada tem sobrevida hospitalar significativamente mais elevada, enquanto os pacientes com fisiologia de ventrículo único ou necessidade de diálise tem sobrevida reduzida.
Ref.: Nikoleta S. Kolovos, MD, Susan L. Bratton, MD, MPH, Frank W. Moler, MD, MS, Edward L. Bove, MD, Richard G. Ohye, MD, Robert H. Bartlett, MD, Thomas J. Kulik, MD. Outcome of pediatric patients treated with extracorporeal life support after cardiac surgery. Ann Thorac Surg 76:1435-1441, 2003.
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| DIÁLISE PERITONIAL
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DIÁLISE PERITONIAL APÓS CIRURGIA CARDÍACA PEDIÁTRICA.
A insuficiência renal aguda é uma complicação bem documentada após a cirurgia cardíaca pediátrica com CEC. Os fatores de risco de insuficiência renal aguda e a necessidade de terapia de substituição renal incluem baixa idade, lesões cardíacas complexas, perfusões prolongadas e baixo débito cardíaco pós-operatório. Embora a escolha da terapia de substituição permaneça controversa, a diálise peritonial tem sido demonstrada como de grande utilidade, em virtude da facilidade de aplicação, eficácia na remoção de líquidos, evitar a necessidade de anticoagulação e de estabelecer acessos vasculares adicionais. Nós determinamos os fatores de risco para o emprego de diálise peritonial em crianças jovens submetidas à cirurgia cardíaca e, nos pacientes que necessitaram diálise peritonial, determinamos os fatores associados à diálise prolongada e à mortalidade.
MÉTODOS: Os prontuários médicos de 182 crianças com idades igual ou inferior a 3 anos, submetidas à cirurgia cardíaca, durante um período de 2 anos foram analisados. Os dados demográficos, fatores de risco pré-operatórios, variáveis intra e pós-operatórias foram comparadas entre os pacientes que necessitaram de diálise peritonial e os que não necessitaram do procedimento e entre os sobreviventes e os que não sobreviveram à diálise peritonial.
RESULTADOS: Dentre os 182 pacientes, 31 (17%) necessitaram diálise peritonial. Os pacientes que necessitaram do procedimento tinham peso menor e mais comumente necessitaram de ventilação pré-operatória, tiveram operações mais complexas com maior tempo de perfusão e parada circulatória e tiveram crises de hipertensão pulmonar (p < 0.01). A regressão logística identificou a parada circulatória, a duração da CEC e a síndrome de baixo débito cardíaco como determinantes significativos. A diálise peritonial foi eficaz para obter um balanço hídrico negativo, embora a uréia e a cretinina séricas tenham permanecido estáticas. A diálise peritonial prolongada foi associada com baixa idade, creatinina sérica pré-operatória elevada, maior necessidade de oxigênio no pré-operatório, crises de hipertensão pulmonar pós-operatória e síndrome de baixo débito cardíaco (p < 0.05). Quando comparado aos sobreviventes (n=22) os pacientes que faleceram (n=9) mais comumente apresentavam doenças sindrômicas e necessitaram de parâmetros de ventilação mais elevados tanto no pré quanto no pós-operatório (p < 0.05).
CONCLUSÕES: Os fatores de risco para a necessidade de diálise peritonial em crianças submetidas à cirurgia cardíaca são a parada circulatória, a duração da circulação extracorpórea e a síndrome de baixo débito cardíaco. O estado cardiopulmonar pré e pós-operatório tem um peso significativo na duração da diálise peritonial e na sobrevida dos pacientes.
Ref.: Kwok-lap Chan, MBChB, Patrick Ip, MBBS, Clement S. W. Chiu,, MBBS, Yiu-fai Cheung,, MBBS. Peritoneal dialysis after surgery for congenital heart disease in infants and young children. Ann Thorac Surg 76:1443-1449, 2003.
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| TEMAS PROFISSIONAIS
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UNIÃO DOS PERFUSIONISTAS.
As sociedades científicas tem autonomia para criar seus departamentos e colegiados. E, certamente, não cabe à nossa sociedade (SBCEC) discutir a criação do Departamento de Circulação Extracorpórea e Assistência Circulatória Mecânica (DCEACM) pela egrégia Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Exceto pelo fato, extremamente preocupante, de que os perfusionistas, muito naturalmente é verdade, foram convidados a filiar-se ao referido departamento. Ainda que como "... outros profissionais interessados em circulação extracorpórea e assistência circulatória mecânica".
Em um excelente Editorial, o ilustre Presidente da SBCCV avalia o estado atual da sociedade que dirige e conclui que a mesma precisa de um maior número de membros para, segundo seu julgamento, adqurir mais força e poder de negociação com as autoridades constituídas. Dentro desse contexto criou-se o DCEACM. Para agregar novos membros. Em nenhum momento se discutiram as necessidades ou as dificuldades dos perfusionistas nem os riscos de se promover a desunião da classe, mediante sua divisão em duas entidades representativas.
Preocupa-nos, sobremodo, a possibilidade de criar-se uma irremediável cisão dentre os perfusionistas, simplesmente para aumentar (e tornar heterogêneo) o quadro de membros da organização dos cirurgiões brasileiros. Não surpreende, portanto, que a medida tenha encontrado forte resistência dentre os próprios membros da SBCCV. Não houve unanimidade nas decisões que levaram à criação do DCEACM.
É nossa opinião que os perfusionistas devem permanecer unidos em nossa sociedade. E unidos, devemos cerrar fileiras com os nossos cirurgiões, em busca de novas conquistas para a cirurgia cardíaca, de cuja equipe temos orgulho em participar. Nós não precisamos de mais uma entidade representativa se, na verdade, ainda não administramos adequadamente a sociedade que temos. Se não conseguimos nos organizar em uma única associação, certamente não o faremos em duas.
Veja o editorial que discute esse importante tema em:
UNIÃO E UNIDADE
Nossa coletividade atravessa momentos difíceis. Unidos em nossa organização temos alguma força (menos do que precisamos porém, mais do que imaginamos). Separados em duas organizações, certamente, não teremos nenhuma. Sabemos que na prática ... a teoria é outra. O que quer dizer que sempre há uma diferença entre a teoria e a prática. E muitas vezes há um verdadeiro abismo. A história está repleta de exemplos dessa natureza, dos quais o mais antigo tavez seja o cavalo de Tróia.
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| LISTA DE DISCUSSÃO
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CECnet - LISTA DE DISCUSSÃO DE PERFUSION
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A Lista de Discussão do nosso site está em pleno funcionamento. Uma enorme variedade de temas tem sido discutidos por colegas de todos os níveis de experiência. Grandes temas da circulação extracorpórea são analisados por membros de diversos países e serviços. Temos, desse modo, a excepcional oportunidade de comparar diversas opiniões e experiências e, eventualmente, adequar as nossas rotinas de trabalho, à partir das recomendações feitas pelos membros da lista de discussão.
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