A Proteção Cerebral durante a cirurgia cardíaca e a circulação extracorpórea (CEC) é um tema que desperta o interesse permanente de todos os envolvidos no tratamento cirúrgico das doenças cardiovasculares.
Procedimentos técnicamente irrepreensíveis podem, ocasionalmente, acompanhar-se de injúria cerebral capaz de determinar complicações neuropsiquiátricas de extrema gravidade e modificar substancialmente o prognóstico ou a qualidade de vida dos pacientes.
Crianças submetidas à hipotermia profunda, com ou sem a associação de parada circulatória, podem apresentar quadros neurológicos que variam desde o aparecimento de convulsões até quadros mais dramáticos, inclusive o coma irreversível. Outras vêzes, aqueles procedimentos, como admitem alguns, podem estar relacionados ao retardo do desenvolvimento psico-motor.
Pacientes idosos, nos dias atuais, são cada vez mais frequentemente, encaminhados para tratamento cirúrgico da insuficiência coronária, das complicações do infarto do miocárdio ou dos aneurismas e dissecções aórticas. Em algumas circunstâncias, o processo de envelhecimento normal, torna o cérebro mais suscetível à ação dos diversos agentes agressores da CEC.
A presente seção de Perfusion Line, sob a forma de Curso de Atualização, destina-se a relacionar e discutir as principais causas de injúria morfológica e funcional do sistema nervoso central, durante a CEC, e detalhar os protocolos mais recomendados para impedir a sua ocorrência ou neutralizar as suas consequências.
Decio O. Elias & Maria Helena L. Souza
INICIAR
|
 |