[ 9/33 ]

Voltar à Homepage
Voltar à Seção Artigos

CLASSIFICAÇÃO

Quando consideradas em relação ao tempo decorrido à partir do momento da sua ocorrência, as dissecções aórticas podem ser agudas ou crônicas. Consideram-se agudas as dissecções ocorridas há menos de duas semanas; à partir desse limite arbitrário, as dissecções são ditas crônicas.

A utilidade dessa classificação resulta da extrema gravidade que acompanha as dissecções aórticas. Sem tratamento apropriado, cerca de 50% dos pacientes falecem nas primeiras 24 horas após o início da dissecção; 25% sobrevivem a primeira semana e, apenas 10% sobrevivem seis mêses.

A classificação anatômica das dissecções aórticas é importante na avaliação e no planejamento do tratamento definitivo, seja clínico, cirúrgico ou combinado. Duas classificações são aceitas para essa finalidade. A mais antiga é a classificação de De Bakey, publicada em 1965, que leva em consideração a localização e a extensão da dissecção.

O grupo da universidade de Stanford, em 1970 introduziu uma classificação mais simples para as dissecções aórticas, conhecida como a classificação de Stanford que considera o comprometimento regional da aorta, como o fator fundamental.