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APRESENTAÇÃO CLÍNICA
A incidência das dissecções aórticas é mais elevada entre as sexta e a sétima década da vida. Há cerca de 5 a 10 casos por cada 1 milhão de habitantes por ano, ou cerca de 1 caso por cada 10.000 internações hospitalares.
O sintoma mais comum é a dor torácica de aparecimento súbito, de grande intensidade, que muitos pacientes descrevem como excruciante, ou como se alguma coisa estivesse "rasgando" no interior do tórax. A dor pode migrar ou irradiar para a cabeça, o pescoço, o dorso, a pelve ou os membros superiores ou inferiores, conforme a propagação da dissecção. Frequentemente os pacientes apresentam palidez cutânea e sudorese, como no estado de choque, mas a pressão arterial está normal ou, mais frequentemente, elevada. Este quadro de choque é descrito como de origem neurogênica, despertado pela intensa dor e pela liberação de catecolaminas. A dor na região anterior do tórax é mais comum na dissecção da aorta ascendente; a dissecção da aorta descendente constuma produzir a dor nas regiões inter-escapular e dorso-lombar.
Outros sintomas podem resultar do comprometimento dos grandes ramos arteriais originados da aorta. Desse modo pode ocorrer angina (3%) devido ao comprometimento da origem das artérias coronárias, déficits neurológicos (7%), devido ao comprometimento das artérias carótidas ou vertebrais, paraplegia (2,5%) por isquemia da medula e isquemia das extremidades (13%), resultante do comprometimento da bifurcação da aorta.
O comprometimento do anel aórtico e dos folhetos da válvula aórtica produz insuficiência aórtica aguda que acrescenta ao quadro clínico os sintomas da insuficiência cardíaca.
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