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TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA I

A tomografia computadorizada (TC) com contraste rádio-opaco constitui um eficiente método não invasivo para o diagnóstico da dissecção aórtica aguda, embora tenha menor aplicação que a angiografia, com aquela finalidade. A sensibilidade e a especificidade da tomografia computadorizada (TC) são, respectivamente, 83 a 94% e 87 a 100%. A TC de alta velocidade pode produzir imagens de alta qualidade e definição da aorta e das estruturas vizinhas. A TC pode detectar líquidos coletados no saco pericárdico ou na pleura e também pode demonstrar compressão das estruturas mediastínicas, como a traqueia ou a veia cava superior.
Com o advento da TC helicoidal com reconstrução multiplanar e em 3D, a TC pode, frequentemente, demonstrar os detalhes das dissecções aórticas e tornar as angiografias desnecessárias para o adequado planejamento do tratamento cirúrgico.
As principais limitações da TC incluem a inabilidade de demonstrar os locais da laceração da íntima, a necessidade de contraste radio-opaco em pacientes graves, a dificuldade de definir o comprometimento dos ramos arteriais da aorta e de avaliar a válvula aórtica, a função do ventrículo esquerdo e o estado das coronárias. As estruturas vizinhas da aorta podem criar artefatos que mascaram o diagnóstico e, finalmente, alguns aneurismas verdadeiros crônicos podem ser difíceis de distinguir de dissecções com trombose do falso lumen.
Em nosso meio há grandes dificuldades em conseguir a TC com a rapidez necessária ao manuseio de pacientes com lesões desta gravidade.
As imagens seguintes constituem bons exemplos do potencial da tomografia computadorizada.