O tratamento das dissecções aórticas é sempre intensivo e inicia-se com o controle da hipertensão, do choque e das complicações eventualmente presentes.
Ainda há discussão sobre o melhor tratamento das dissecções aórticas. De um modo geral, o tratamento destas lesões depende fundamentalmente do tipo de dissecção presente:
As dissecções do tipo A de Stanford (que comprometem a aorta ascendente) são tratadas mais agressivamente, e devem ser operadas o mais rapidamente possível.
As dissecções do tipo B de Stanford (que comprometem a aorta descendente) podem ser tratadas clinicamente, pelo menos numa primeira etapa, exceto se houver comprometimento visceral associado. O tratamento definitivo também deve ser cirúrgico.
Os objetivos do tratamento cirúrgico das dissecções aórticas são:
1. Prevenir a morte por exsanguinação (rotura do falso lumen);
2. Restabelecer o fluxo sanguíneo eventualmente interrompido através dos principais ramos aórticos durante o processo da dissecção; e,
3. Corrigir a insuficiência da válvula aórtica, quando presente.
Enquanto se providencia a confirmação do diagnóstico (ecocardiografia, angiografia) e o preparo da cirurgia, inicia-se o manuseio clínico, com medidas destinadas a interromper a progressão da dissecção.