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TRATAMENTO CIRÚRGICO - TIPO A (STANFORD)

2. DISSECÇÃO DO TIPO A QUE SE ESTENDE ATÉ O ARCO AÓRTICO

O tratamento consiste em inserir um enxerto tubular dentro da luz verdadeira para reconstituir o trajeto do sangue e excluir a laceração da íntima. Se houver comprometimento da válvula aórtica, esta pode ser reparada (plastia) ou substituida. Quando o comprometimento da raiz aórtica é intenso, a válvula aórtica e a aorta ascendente podem ser substituidas por um tubo valvado; as artérias coronárias são reimplantadas no enxerto tubular (Operação de Bentall & DeBono).
A porção mais distal do enxerto fica inserida no arco aórtico e a anastomose distal é feita ao nível da artéria subclávia esquerda. Os ramos arteriais supra-aórticos (artéria inominada, carótida primitiva esquerda e subclávia esquerda) são removidos em um segmento da parede aórtica e reimplantados no enxerto.

A CEC inclui medidas de proteção ao cérebro, para o período da cirurgia em que os ramos supra-aórticos são removidos e/ou reimplantados no enxerto. O método preferido consiste na parada circulatória total com perfusão cerebral retrógrada. A linha arterial (da artéria femoral) inclui um desvio que vai direcionar o fluxo da bomba arterial para a veia cava superior, de modo a perfundir o cérebro por via retrógrada.
A perfusão é conduzida com hipotermia profunda (18 graus - nasofaringe) e a proteção do miocárdio é feita pelo uso da cardioplegia anterógrada (administrada diretamente nos óstios coronários) ou retrógrada (administrada no seio coronário).